A nova NR1 exige um novo olhar das empresas
Estamos no último ano de adaptação para a nova NR1 e a pergunta que fica é: sua empresa está apenas cumprindo tabela ou gerindo riscos de verdade?
Mais do que uma norma, a NR1 inaugura uma nova forma de olhar para as organizações. Não se trata apenas de cumprir exigências, mas de reconhecer que resultados sustentáveis não precisam vir acompanhados de adoecimento.
Empresas de alta performance já entenderam que cuidar da saúde mental é estratégia de negócio. Ambientes saudáveis geram mais engajamento e consistência nos resultados. Quando o bem-estar entra no centro, as pessoas se sentem vistas e o resultado deixa de ser um peso para se tornar consequência.
O ponto cego das empresas: menopausa e saúde mental
O problema é que existe um abismo nesse planejamento: muitas organizações estão focando em saúde mental genérica, mas ignorando a causa raiz do desgaste no seu grupo mais experiente.
Em 2025, o Brasil registrou um recorde de 546 mil afastamentos por transtornos mentais. O ponto que ninguém está unindo é que as mulheres são a maioria desses casos e 68% delas estão na idade da menopausa.
Os impactos silenciosos da menopausa no trabalho
A menopausa chega sem avisar. É um “ritual infernal” de insônia, névoa mental e palpitações que faz a mulher sentir que não se reconhece.
O esgotamento que vemos hoje nasce da necessidade dessas mulheres de serem ouvidas, informadas e diagnosticadas para evitar que enfrentem sintomas que hoje levam 30% delas a faltarem ao trabalho com medo de dizer a causa.
O avanço da ciência e o silêncio corporativo
A ciência já avançou: em novembro de 2025, o FDA retirou a “tarja preta” da terapia de reposição hormonal, provando que o tratamento é seguro.
No entanto, o silêncio corporativo continua expulsando talentos: 11% das mulheres renunciam a promoções e 8% abandonam seus cargos por falta de suporte nessa fase.

Como transformar esse cenário
Minha palestra usa o humor e a informação atualizada para tirar a menopausa desse ponto cego.
Vamos educar as lideranças e acolher quem sustenta a experiência da sua empresa, garantindo que a maturidade seja potência, e não motivo de licença.
O prazo da NR1 está correndo. Vamos trabalhar na causa antes que ela vire estatística?
Julieta Zarza
